sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A nova Nikon D7000: pronta para satisfazer a sua paixão




A Nikon lança a D7000, uma D-SLR que oferece excepcional qualidade de imagem, fiabilidade e desempenho reunidas num corpo resistente e portátil.

Jordi Brinkman, Gestor de produtos da Nikon Europe, afirma: “A excitante nova D7000 é a câmara imediata ideal para os possuidores de uma D-SLR que queiram satisfazer ainda mais a sua paixão pela fotografia com uma câmara que dispõe das funcionalidades mais avançadas, proporcionando poder criativo. Dispõe de um novo sensor de imagem, o EXPEED 2, sistema AF e sensor de medição para assegurar um grande desempenho num corpo altamente resistente. De facto, dispõe de tudo o que necessita na sua próxima SLR, mas num tamanho de que não estava à espera”.




Excepcional qualidade de imagem
A Nikon D7000 inclui uma gama de novas funcionalidades para assegurar uma qualidade de imagem superior, incluindo 16,2 megapixels efectivos com o recentemente desenvolvido sensor de imagem CMOS de formato DX da Nikon. Existe um novo motor de processamento de imagem, o EXPEED 2, que proporciona superior qualidade de imagem, processamento mais rápido e múltiplas funções com maior potência. E a sensibilidade ISO melhorada da D7000 (100-6400, extensível até 25600) assegura detalhes excepcionais com um mínimo de ruído ao captar motivos em rápido movimento ou em situações de luz insuficiente, mesmo sem o flash.

Fiabilidade extraordinária
O luminoso Visor pentaprisma em vidro da D7000, com uma cobertura de enquadramento de cerca de 100% e ampliação de 0,94x, proporciona-lhe a visualização e a focagem mais precisas de qualquer cena, e está sempre pronto quando trabalha com uma velocidade de obturador de 1/8000s, testada para 150 000 ciclos. Além disso, a câmara é protegida por tampas superior e traseira em liga de magnésio e dispõe de um isolamento resistente à poeira e à humidade, pelo que se encontra preparada mesmo para as situações mais exigentes.

No que diz respeito ao armazenamento, a D7000 também proporciona a máxima fiabilidade. As duas ranhuras para cartões de memória SD permitem uma capacidade de armazenamento superior e dão-lhe a liberdade de fazer a gestão das suas imagens e vídeos da forma que desejar, guardando-os em maior número, mantendo separados os diferentes formatos ou dispondo sempre de espaço para cópias de segurança quando precisar dele.




Desempenho melhorado
O recentemente desenvolvido sistema AF da D7000, que apresenta 39 pontos de focagem, incluindo 9 sensores de tipo cruzado no centro, dá-lhe a focagem mais nítida, seja qual for a posição do motivo no enquadramento. E com o novo sensor de medição RGB de 2016 pixels da Nikon para melhorar a eficácia do Sistema de reconhecimento de cenas, juntamente com a capacidade de disparo Contínuo a alta velocidade a 6FPS, pode ter a certeza de captar sempre imagens incrivelmente precisas a alta velocidade.

A fim de garantir um excelente desempenho durante mais tempo, a D7000 dispõe também de uma Unidade de alimentação múltipla dedicada MB-D11 (opcional) que permite a comutação contínua da fonte de alimentação com a bateria da câmara, disparo vertical, além de estabilizar o corpo quando estiver a utilizar uma teleobjectiva longa.

D-Movie Full HD com modo AF-F
A D7000 dispõe de acesso directo a um botão de filmagem para poder filmar em Full HD (1080p) com mais facilidade. O AF-F permite a focagem contínua durante a gravação de filmes, que são captados utilizando compressão MPEG4 AVC/H.264, e dispõe de uma tomada de microfone estéreo para gravação de som com qualidade. Isto significa qualidade de imagem superior e operacionalidade quando se utiliza a função D-Movie.

As funções de edição de filme incorporadas da D7000s também lhe dão a liberdade de escolher os pontos de início ou de fim dos seus filmes e de comutar para imagens seleccionadas para captar imagens fixas sem ter necessidade de um computador – permitindo-lhe editar e partilhar os seus filmes de forma rápida e fácil.

Acessórios opcionais
A Nikon está também a lançar o novo Speedlight SB-700, uma unidade de flash cheia de funcionalidades embora de fácil utilização. O SB-700 oferece vantagens de iluminação que ultrapassam largamente o flash incorporado na câmara, permitindo o controlo total da iluminação da cena ou do motivo a fim de obter belos resultados de aspecto profissional. Também novidade na gama de acessórios da Nikon é a Unidade de alimentação MB-D11, que permite a comutação contínua da alimentação e incorpora controlos para disparo vertical. A D7000 é compatível com a unidade GPS (Sistema de posicionamento global) GP-1 que regista as informações de localização no ficheiro de imagem e, é claro, a câmara suporta uma vasta variedade de objectivas NIKKOR.

Disponibilidade e preços
A Nikon D7000 estará disponível em Outubro de 2010 nos Estados Unidos a um preço aproximado de $1.199,95 para o corpo e $1.499,95 com a lente AF-S DX Zoom-NIKKOR 18-105mm f/3.5-5.6G ED VR incluída.

Nova Reflex digital Nikon D3100



A nova reflex D3100 da Nikon não é só a primeira da marca a oferecer vídeo a 1080p. Inclui ainda um renovado modo GUIDE que explica como fazer melhores fotos. Deixe o manual em casa, a câmara faz tudo por si. O que sugere que afinal as suas melhores fotos podem não ser suas...

A aposta dos fabricantes em produzirem aparelhos que dispensam a leitura do manual parece ser a moderna meta da fotografia nesta era digital. Todas as marcas vão criando sistemas simples de ensino das regras – ou pelo menos de resolução dos problemas – e no campo dos aparelhos reflex isso também é moda, sugerindo que as pessoas saltam para esse tipo de aparelhos sem sequer passarem pelas compactas onde muitos deviam fazer o tirocínio. Mas enfim...





A Nikon evidencia essa postura na nova DSLR D3100, hoje apresentada, e que tem sensor CMOS de 14.2 milhõs de pixéis, Live View, ISO 100-3200 expansível até 12800, ecrã traseiro de 3 polegadas e o tal vídeo a 1080p. E, claro, um leque de outras funcionalidades habituais e na linha da D3000 que vem substituir. O aparelho vai estar disponível no mercado com uma objectiva de 18-55mm VR por um preço de U$ 700,00, num sinal evidente de que a gama de entrada tem cada vez mais preços concorrenciais.
Mas o elemento mais importante desta nova reflex digital é o modo de GUIDE, que tem marcação própria no anel de ajuste de modos, e que torna a câmara num tutor de fotografia. Ou, pelo menos, dispensa a leitura do manual, a que muitos são avessos. Num tempo em que é cada vez mais a imagem que conta, o contributo da Nikon – e de outros – para que se deixe de ler é de ter em conta. Para o melhor e para o pior, digo eu!





Pessoalmente não dispenso um bom manual que me elucide sobre coisas, mas entendo que estes guias sejam uma mais-valia a ter em conta. E no caso da D3100 trata-se, indica a Nikon, de uma evolução sobre o sistema da D3000. O novo sistema inteligente explica passo a passo, afirma a Nikon, como ajustar parâmetros da câmara, ajudando o utilizador não só a obter a foto desejada mas também a desenvolver as suas capacidades fotográficas. No modo GUIDE é possível ver exemplos do que se pode esperar ter como resultado ao mudar parâmetros como a abertura ou velocidade. É claro que o sistema não consegue explicar coisas como VISÃO, EMOÇÃO e outros elementos que fazem uma fotografia ser mais do que um exercício de técnica, mas isso é, ainda, felizmente, uma capacidade reservada ao comum mortal. E não a todos, como se descobre olhando milhares de fotos que vão enchendo a web...

Confesso que sou um pouco crítico desta automatização da fotografia. Se bem que a entenda ao nível de quem pretende somente instantâneos ou memórias de momentos familiares, de convívio, etc, acho que ao nível de um aparelho tão sofisticado como é uma reflex - em que se investe, acho eu, por querer controlar o processo criativo - a dependência em demasia dos automatismos e soluções prontas anula a ideia de partida: expressar a visão própria através de uma ferramenta como qualquer câmara é. É como se de repente o fotógrafo fosse, afinal, um simples operador de câmara - alguns são, pelos vistos - e não a mente criativa. Porque fazer fotografia não é só expor correctamente (o que quer que isso seja... outra discussão possível) o sensor à luz. É muito mais do que isso.
É evidente que esta “esperteza” que fascina alguns não é mais do que o recurso a uma base de dados inscrita – fácil nestes tempos de informática – e ao uso dos programas de exposição predefinidos (chamam-lhes modos de cena...) que, afinal, mais não fazem do que procurar a melhor solução genérica para diferentes tipos de situações. Porque, por mais inteligente que um aparelho seja, não faz mais do que medir a luz... que é sempre igual quer se fotografe com uma compacta barata, de plástico, ou a mais evoluída DSLR. Cabe ao fotógrafo definir o que usar e como usar os restantes elementos, da composição à exposição final para transmitir a sua mensagem.

No entanto, estas “ajudas” ao neófito, que muitas vezes antes só pegou num celular com câmara, podem ser preciosas para não chegar ao cúmulo – já vi acontecer – de cortar cabeças nas fotos com uma reflex. E a completar o GUIDE a Nikon até incorporou na D3100 uma série de ecrãs de ajuda a que se acessa pelo botão ? na traseira do aparelho, e que explicam o que faz cada uma das opções de menu escolhidas. No fim fica somente uma pergunta: as fotos que leva para casa serão realmente suas ou as que a câmara fez?








terça-feira, 5 de outubro de 2010

33º CONCURSO NIKON Internacional de Fotografia 2010-2011

33º CONCURSO NIKON Internacional de Fotografia 2010-2011

domingo, 15 de agosto de 2010

Irmandade da Boa Morte

História

A história da confraria religiosa da Boa Morte se confunde com a maciça importação de escravos da costa da África para o Recôncavo canavieiro da Bahia, em particular para a cidade de Cachoeira, a segunda em importância econômica na Capitania da Bahia durante três séculos.

Foto: Renato Lima

O fato de ser constituída apenas por mulheres negras, numa sociedade patriarcal e marcada por forte contraste racial e étnico, emprestou a esta manifestação afro-católica, como querem alguns autores, notável fama, seja pelo que expressa do catolicismo barroco brasileiro, de indeclinável presença processional nas ruas, seja por certa tendência para a incorporação aos festejos propriamente religiosos de rituais profanos pontuados de muito samba e comida. Há que acrescentar ao gênero e raça dos seus membros a condição de ex-escravos ou descendentes deles, importante característica social sem a qual seria difícil entender tantos aspectos ligados aos compromissos religiosos da confraria, onde ressalta a enorme habilidade dos antigos escravos para cultuar a religião dos dominantes sem abrir mão de suas crenças ancestrais, como também aqueles aspectos ligados à defesa, representação social e mesmo política dos interesses dos adeptos.

Foto: Renato Lima

Origem remota e uma luta antiga

No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades. Para cada categoria ocupacional, raça, nação - sim, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas - havia uma. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos, etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica.

Foto: Renato Lima

Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a do Rosário da Barroquinha, com a qual a Boa Morte manteve estreito contato. O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente freqüentado pelas elites locais. Posteriormente as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Boa Morte. Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo desgraçadamente demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média de gosto duvidoso. Daí saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a

Igreja da Ajuda.

O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata de sua origem. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização. Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que o “corpus” da irmandade continha variada procedência étnica já que fala-se em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.

Foto: Renato Lima

Historicamente essa data parece fazer sentido. Desde o início do século passado o Recôncavo viveu uma atmosfera de progresso e novas técnicas agrícolas e industriais ali são introduzidas. Em que se pese as dificuldades momentâneas da economia açucareira, o fumo ganhou novo alento quando começa a interessar, após a independência política do país, ao capital alemão. A inauguração do serviço de navegação a motor favorece esses bafejos de renovação econômica, estimulando a integração do Recôncavo com a Capital da Província e o aumento dos seus negócios, o que favorece a construção de sólidos laços entre os negros escravos de muitas

cidades, sobretudo de Salvador e Cachoeira. Jeferson Bacelar chama a atenção para o fato de que a década de 1820, sobretudo os seus três primeiros anos, é marcada por acentuado processo de agitação e acirramento dos ânimos da população baiana, boa parte da qual, sem distinção social, encontra-se envolvida na luta pela Independência, aqui caracterizada por forte espírito

antilusitano e refregas armadas. O clima de distensão entre senhores e escravos, suscitado por essa “unidade” momentânea, contribuiu para permanentes deslocamentos dos negros pelas cidades do Recôncavo, onde os senhores manifestaram incomum atenção na resolução do conflito e, para defenderem seus interesses, armaram os escravos e os utilizaram contra os portugueses. Dessa excepcional conjuntura resultaram inúmeras iniciativas religiosas e civis dos escravos, entre as quais, quem sabe, a própria Irmandade da Boa Morte.

Foto: Renato Lima

O pesquisador Antônio Moraes Ribeiro associa seu surgimento às senzalas, apostando na conjuntura abolicionista pós-Revolta dos negros islamizados na Bahia que se deu em 1835 e foi barbaramente esmagada. Quem sabe daí o toque claramente muçulmano na morfologia tradicional dos trajes de grande força e rara beleza, realçados pelo uso do turbante, como assinala Raul Lody. Antônio Moraes Ribeiro acredita que uma das presumíveis líderes da Revolta Islâmica, Luiza Mahin, em pessoa, esteve envolvida na constituição da Irmandade, após a sua fuga de Salvador para o Recôncavo.

Foto: Renato Lima

Conjecturas à parte, estas confrarias - religiosas ou não - como foi o caso da estudada pelo antropólogo Júlio Braga - a Sociedade Protetora dos Desvalidos - faziam mais do que cultuar santos católicos e orixás patronos dos seus afiliados. Ao tempo que aparentemente atendiam exigências eclesiásticas e legais, constituíam-se em verdadeiras associações de classe, reservadas, e por trás de suas aparências de fachadas davam curso aos interesses secretos dos seus membros. Respeitadas instituições de solidariedade eram a um só tempo expressão viva da permuta interétnica e ambíguo instrumento de controle social cujos participantes “administravam” criativamente. A confraria sempre obrigou aos seus membros a colaborarem. Jóias de entrada, anuidades, esmolas coletadas e outras formas de renda sempre foram usadas para os mais diversos fins: compra de alforria, realização de festejos, obrigações religiosas, pagamento de missas, caridade, vestuário. No caso da Boa Morte, integrada por mulheres bastante simples e quase todas idosas - entre 50 e 70 anos - os recursos arrecadados em vida buscaram sempre, a concessão de um funeral decente, cujo preparo, face a dupla militância religiosa de suas adeptas, exige rigor e entendimento, além de um certo pecúlio fúnebre.

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

As obrigações corporativas e a manifestação de Agosto

A historiografia dessas notáveis mulheres cachoeiranas continua a desafiar a inteligência de jovens pesquisadores. Seus rituais secretos ligados ao culto dos orixás também estão a requerer leitura etnográfica que respeite, naturalmente, os limites à manutenção dos segredos, tão importantes na manutenção dessa vertente religiosa. O que tem ressaltado é o aspecto externo do culto referido quase todo ao simbolismo católico e a sua apropriação afro-brasileira. Durante o começo do mês de agosto, uma longa programação pública atrai a Cachoeira gente de todos os lugares, no que Moraes Ribeiro considera o mais representativo documento vivo da religiosidade brasileira, barroca, íbero-africana. Ceias, cortejos, missas, procissões, samba-de-roda colocam cerca de 30 remanescentes da Irmandade, que já possuiu mais de 200, no centro dos acontecimentos da provinciana cidade e, ultimamente, nos principais órgãos noticiosos da capital e tele-jornais. A festa propriamente dita tem um calendário que inclui a confissão dos membros na Igreja Matriz, um cortejo representando o falecimento de Nossa Senhora, uma sentinela, seguida de ceia branca, composta de pão, vinhos e frutos do mar obedecendo a costumes religiosos que interditam o acesso a dendê e carne na sexta-feira dia dedicado a Oxalá, criador do Universo, e procissão do enterro de Nossa Senhora da Boa Morte, onde as irmãs usam trajes de gala. A celebração da assunção de Nossa Senhora da Glória, seguida de procissão, em missa realizada na Matriz dá curso à contagiante alegria dos cachoeiranos que irrompe em plenitude, nas cores, comida e bastante música e dança que se prologam por diversos dias, a depender dos donativos arrecadados e das condições de pecúlio do ano.

Foto: Renato Lima

Hierarquia e Culto

Como todas as confrarias religiosas baianas, a Irmandade da Boa Morte possui uma estrutura hierárquica interna para gerir a devoção diária e doméstica de seus membros. A direção é composta por quatro irmãs responsáveis pela organização da festa pública de agosto e substituídas anualmente. No topo da administração da vida da Irmandade da Boa Morte está a Juíza Perpétua, posição de maior destaque e atingida por status adquirido, ocupada pela mais idosa adepta. A seguir, situam-se os cargos de Procuradora-Geral, Provedora, Tesoureira e Escrivã, estando a Procuradora à frente das atividades executivas religiosas e profanas. Para serem aceitas as noviças, além de estarem vinculadas a alguma casa de candomblé - geralmente Gêge, Ketu ou Nagô-Batá, na região - e professarem o sincretismo religioso, deverão se submeter a uma iniciação que impõe um estágio preparatório de três anos, conhecido pelo nome de “irmã da bolsa”, aonde é testada a sua vocação.

Foto: Renato Lima

Uma vez aceita, poderá compor algum cargo de diretoria e a cada três anos ascender na hierarquia da Irmandade. Não é demais lembrar que todas dividem irmanamente as atividades da cozinha, coleta de fundos, organização das ceias cerimoniais, das procissões do cortejo, além dos funerais das adeptas seguindo os preceitos religiosos e uma determinação estatutária tácita. As eleições são realizadas anualmente procedendo-se a apuração dos votos pelo curioso sistema de contagem de grãos de milho e feijão, indicando o primeiro atitude de rejeição e o segundo aceitação. Em que pese as diferenças hierárquicas e os preceitos relativos a cada posição, todas as irmãs estão niveladas como empregadas de Nossa Senhora. Além de irmãs de devoção, são algumas vezes, irmãs de santo e quase sempre “parentes” - os africanos e seus descendentes no Brasil alargaram o conceito de parentela estendendo o vínculo a todos aqueles que são filhos de uma mesma nação. É notável como a ancestralidade africana se reelabora no interior das instituições religiosas baianas e como as irmandades leigas acabam prestando renovado serviço a esse processo de intercurso cultural. É admirável que, a propósito de celebrarem a morte, essas mulheres negras cachoeiranas tenham sobrevivido com tanta majestade e garbo. O mais incrível é que o sistema de crenças tenha absorvido com tamanha funcionalidade e criatividade os valores da cultura dominante, realizando, em nome da vida, complexos processos de apropriação como o evidenciado na descida da própria Nossa Senhora à Irmandade, a cada ciclo de sete anos, para dirigir em pessoa os festejos, investida da figura de Procuradora-Geral, elebrando entre os vivos a relatividade da morte. Tais elementos podem ser constatados tanto na simbologia do vestuário, quanto nas comidas de preceito que evidenciam recorrentes ligações entre este (Aiyê) e o outro mundo (Orun), para utilizar aqui duas expressões já incorporadas à linguagem popular da Bahia. Assim como as confrarias, a devoção a Boa Morte foi muito comum na Bahia Colonial e Imperial. Sempre foi uma devoção popular. Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário na Barroquinha ela ganhou expressão e consistência.

Aliás, ali era um espaço de notável presença gêge-nagô e as características dos festejos descritos por cronistas como Silva Campos atestam sua semelhança com os praticados ainda hoje em Cachoeira. Deve-se dizer que ali teve origem uma das mais respeitáveis casas de candomblé da Bahia; fundada no século XVIII, a Casa Branca do Engenho Velho da Federação que vem sendo estudada com muito brilhantismo por Renato da Silveira. Devoção popular e mais que isso, racial, na medida em que agregou principalmente negros e mestiços. Suas origens remontam ao Oriente tendo sido adotada por Roma no século VII. Já dois séculos depois a festa da Assunção de Nossa Senhora está disseminada por todo o mundo católico. Trazida de Portugal para o Brasil - onde era conhecida como Nossa senhora de Agosto - ganhou interpretação peculiar, características próprias e por causa disso, a devoção sempre criou atritos com as autoridades da Igreja. Sua difusão entre a comunidade baiana, entre outras coisas, deveu-se ao fato de que a mediunidade popular característica dos cultos africanos sempre relativizou o problema da morte, na medida em que os adeptos do candomblé acreditam em reencarnações sucessivas. Emprestou, portanto, ao culto originalmente católico elementos do seu sistema de crenças e componentes sócio-históricos da dura realidade escravista que fez do cativeiro sofrível martírio para os que vieram na diáspora. De sorte que a devoção a Nossa Senhora da Boa Morte passou a ter também um significado social, permitindo a agregação dos escravos, facultando a manutenção de sua religiosidade num ambiente hostil e delimitando um instrumento corporativo de defesa e de valorização do indivíduo, tornando-se, por todas essas razões, um inigualável meio de celebração da vida. Gustavo Falcon (Professor da UFBA e pesquisador do Centro de Estudos Afro-Orientais)

Foto: Renato Lima



Foto: Renato Lima

Fonte: Wikipedia

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fotografar com celulares

Com a abordagem certa, o seu telefone celular pode, por vezes, substituir uma câmera fotográfica de boa qualidade. Confira nossas dicas e produza fotos incríveis:

1) Chegue mais perto. Cada vez mais os telefones celulares têm câmeras com tecnologia de zoom digital, mas na maioria delas os resultados são decepcionantes. Evite usar o zoom para ampliar sua fotografia e enquadre a sua imagem se aproximando dela o tanto quanto for possível. Isso também irá ajuda você a pensar como vai querer tirar a fotografia.

2) Não se mova. É muito importante ter segurança e ficar parado enquanto se dispara o obturador de uma câmera. Isso é ainda mais importante em uma câmera de telefone celular, pois elas geralmente não têm a tecnologia de estabilização de imagens das câmeras modernas. Certifique-se que está bem equilibrado antes de tirar uma foto, ao invés de querer bater uma fotografia de repente.

3) Muita luz. Estar em um ambiente bastante iluminado ajuda bastante. Muitas câmeras de celular realmente não funcionam bem com pouca luz, resultando em imagens borradas ou granuladas. Tente acender as luzes do cômodo mesmo durante o dia, ou se sua câmera tem flash, use-o mesmo quando a luz parece ser suficiente, pois a câmera pode não estar pegando tanta luz quanto você acredita. Se houver alguém junto tirando fotos com câmeras digitais com flash, tente tirar fotos com seu celular ao mesmo tempo para aproveitar a luz extra.

4) Utilize aplicativos para correção de fotos. Houve uma explosão em aplicativos de fotografia para celulares durante os últimos anos. Muitos, como o Photoshop móvel , permitem que você faça ajustes simples às suas imagens que as transformam totalmente. Comece cortando-a, e dando nitidez a ela e, em seguida, tente alterar a exposição, saturação e contraste. E se você é um fã de efeitos, não se esqueça que existem aplicações para todos os estilos.

5) Tente usar um tripé. Qualquer mexida deixa a foto de uma câmera de celular completamente borrada e tremida. Tente apoiar seu celular em algum lugar ou usar um tripé.

Fonte: Hypescience

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bando Anunciador

Pelo 4º ano consecutivo, a comunidade e a Universidade Estadual de Feira de Santana levaram às ruas pessoas de diversas origens para reviver uma das maiores manifestações populares do município: o Bando Anunciador da Festa de Senhora Santana.

Mascarados, blocos de sujos e cabeçorras foram alguns dos artefatos utilizados como trajes por centenas foliões que praticamente amanheceram o domingo (11) no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), concentração da festa, para percorrer ruas centrais de Feira de Santana.

Festa popular extinta nos anos 1980, a chamada parte profana das homenagens a Senhora Santana, padroeira de Feira de Santana, encontrava-se reprimida, mas latente no sentimento das pessoas que viveram a antiga manifestação. Com o Projeto Bando Anunciador, a Uefs, em 2007, deu a largada para o resgate da tradição.

“Agora, a sobrevivência da tradição está nas mãos do povo”, afirmou o reitor José Carlos Barreto, acrescentando que, pelo que tem demonstrado os participantes nestes três anos, o retorno da festa está praticamente consolidado.

A iniciativa da Uefs, neste sentido, não está restrita à manifestação de rua. O Bando Anunciador vem sendo tema de debates com a participação popular, ganhando um significado mais amplo para discussão sobre a cidade, seus valores e identidade cultural.

O Bando Anunciador da Festa de Santana, neste domingo, percorreu a Rua Conselheiro Franco, passando pela Igreja dos Remédios, Praça Fróes da Mota, retornando pela Rua Conselheiro Franco, Praça da Bandeira, Rua Marechal Deodoro, Beco do Mocó, Praça da Matriz, encerrando o cortejo no Cuca.

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima


Informações da Ascom/Uefs

sábado, 3 de julho de 2010

curso fotografia


Os cinco principais erros de fotografias digitais e maneiras de evitá-los

Dicas de fotografia

Quem deseja obter fotografias de qualidade deve seguir a risca alguns truques e detalhes essenciais para revelar o melhor de cada objeto. A maioria dos equipamentos digitais trazem a facilidade do “ligue e dispare”, útil para quem não entende muito de regulagem do equipamento, mas um recurso que limita a criatividade do fotografo profissional.

Aqui no Blog Fotos que Falam apresentamos dicas para quem ama fotografar e não abre mão de melhorar ainda mais seus conhecimentos sobre esta arte. Elaboramos uma série dos cinco principais erros de fotografias e a maneira correta de evitá-los. Hoje falaremos sobre a importância de conhecer a câmera digital para regulá-la de maneira correta.

Técnicas de fotografias inadequadas

Um equipamento digital que não traz regulagem

de foco, prioridade de abertura, programação manual e seleção de ISO geralmente não é uma opção para quem procura registrar fotos com qualidade. Em outras palavras, só se consegue fotos excelentes depois que aprendemos a “preparar” nossa câmera digital para dadas situações. Por isso, como dissemos acima, evite os equipamentos com limitadas configurações do menu da câmera. Prefira perder tempo selecionado o ISO, a focagem, o tipo de flash, a prioridade de abertura e outros comandos, pois assim você garante imagens atrativas.

Imagem simulada de uma câmera digital. É importante conhecer e aprender a utilizar todos os recursos do equipamento, como modo de foco, abertura de diafragma, velocidade do obturador, zoom, equilíbrio de branco, área de foco, medida de exposição, velocidade ISO, entre outros. Procure por estas funções ao comprar sua câmera,

Tenho observado que são poucas as câmeras digitais disponíveis no mercado que trazem o visor ótico. E isso não é bom. O visor LCD, onde se enquadra a imagem focada e se revê aquelas já tiradas, é um grande avança, sem dúvidas, mas é também o responsável por fotografias borradas, especialmente quando a câmera não traz a função estabilizador de imagens. Para evitar fotos borradas, segure sua câmera firmemente, use um tripé ou opte por um modelo com visor ótico. Segurando a câmer

a sobre o rosto, o resultado final quase sempre é mais satisfatório.

Fotografia é uma arte, e como tal é preciso gastar tempo. Nada de tirar fotos com rapidez, sem se preocupar com os detalhes da cena e configuração da câmera. Sempre que puder, observe os fotógrafos profissionais e repare como eles preparam a cena, se posicionam de várias maneiras e regulam constantemente sua câmera fotográfica. Não se prenda aos ajustes de fábrica. Quase sempre o resultado é mediano. Seja criativo, use seus próprios ajustes e veja a diferença.

E eu com isso?

Talvez você esteja se perguntando: o que eu posso fazer para evitar as técnicas inadequadas de fotografias? A resposta é simples: tenha disciplina. Leia nossos módulos anteriores e treine o ajuste perfeito do seu equipamento, tirando várias fotografias ao longo do dia e sobre várias condições de luz. Um dos maiores truques que aprendi no curso de fotografia que tive a oportunidade de fazer foi sempre enxergar a cena de vários ângulos. A foto de uma flor tirada ao meio dia ficará totalmente diferente de outra foto da mesma flor, mas tirada ao fim da tarde.

Exemplo de como o valor de abertura do obturador influência na captura da imagem. No modo Manual (M) selecione um valor de abertura maior para fotos com menos luz e um valor menor para fotografias mais claras. O ajuste do valor de abertura também é útil para congelar uma cena: quando a velocidade é lenta os objetos em movimento poderão ficar borrados; velocidades maiores permitem congelar um objeto em movimento rápido.

Na próxima postagem veremos que as configurações inadequadas do eq

uipamento também influenciam na captura das imagens. É um assunto de grande importância para aqueles que buscam aprimorar suas técnicas, portanto, não deixe de acompanhar e sugerir temas para os próximos módulos. Até lá!

veja outros módulos aqui: curso e dicas de fotografia

Paulo Franklin

Exemplo de como o valor de abertura do obturador influência na captura da imagem. No modo Manual (M) selecione um valor de abertura maior para fotos com menos luz e um valor menor para fotografias mais claras. O ajuste do valor de abertura também é útil para congelar uma cena: quando a velocidade é lenta os objetos em movimento poderão ficar borrados; velocidades maiores permitem congelar um objeto em movimento rápido.

Na próxima postagem veremos que as configurações inadequadas do equipamento também influenciam na captura das imagens. É um assunto de grande importância para aqueles que buscam aprimorar suas técnicas, portanto, não deixe de acompanhar e sugerir temas para os próximos módulos. Até lá!

veja outros módulos aqui: curso e dicas de fotografia

Paulo Franklin

Erros de fotografias digitais - II parte


Os cinco principais erros de fotografias digitais e maneiras de evitá-los

Em nossa postagem anterior, começamos a falar sobre os cinco principais erros de fotografias digitais e apresentamos maneiras simples de evitar o contraste excessivo. Nesta postagem você conhecerá os benefícios de se ajustar o flash da câmera e evitar fotos pouco nítidas.

Alcance inadequado do flash

Antes de optar por um equipamento fotográfic

o digital, repare no alcance total do flash. Embora a maioria dos fabricantes adote a distância mínima de alcance do flash de três metros, não é raro encontrar equipamentos com alcance de somente dois metros. Uma fotografia num jogo de futebol, por exemplo, requer uma unidade de flash potente, com alcance de, pelo menos, doze metros.


Geralmente os equipamentos que trazem o flash embutido chegam a alcançar os seis metros numa configuração de ISO 100 e uma unidade externa pode ter o alcance de doze metros. Repare que quando utilizamos o flash para temas muito distantes há uma subexposição da imagem. Resultado: fotografias totalmente pretas. Os softwares de edição não conseguem corrigir adequadamente este resultado, por isso siga nossas dicas e aproveite melhor o flash de sua câmera.

Um bom exemplo de como o uso inadequado do flash pode interferir na qualidade da imagem registrada. Para evitar situações semelhantes, conheça bem seu equipamento e teste tirar a foto de vários ângulos.

* Primeiramente varie a configuração ISO do seu equipamento. Tire uma foto com ISO 100 e outra com ISO 400 e veja o resultado. Geralmente a opção ISO 400 aumenta o alcance efetivo do flash em até 50%. Se o objeto focalizado ainda estiver muito escuro, utilize uma fonte extra de luz.

* Experimente também desativar o flash ao fotografar objetos distantes. Segure a câmera com firmeza. Aumente o ISO para 800 e veja se consegue uma imagem melhor. Essa opção pode ser bastante útil, mas não se esqueça do que já falamos aqui: uma configuração de ISO muito alta pode produzir ruídos (granulações) na imagem.

* Chegue perto. Os fotógrafos profissionais sabem que, se quiserem obter a melhor imagem, não só deverão configurar adequadamente o flash, como também se aproximar o máximo possível da ação.

A tabela apresenta as opções mais comuns de flash dos equipamentos fotográficos digitais. Procure-os em sua câmera e veja em que situações utilizá-los.

Na próxima postagem continuaremos apresentando os cinco principais erros de fotografias digitais e como evitá-los. Você verá que técnicas inadequadas de fotografias podem ser as responsáveis por imagens de pouco destaque. Quer comentar sobre esta postagem? Tem alguma sugestão de tema? Dúvidas sobre os assuntos abordados? Não deixe de expressar sua opinião!

Paulo Franklin

sexta-feira, 2 de julho de 2010

10 dicas para as melhores fotografias


Foto: Renato Lima


Foto: Renato Lima


Foto: Renato Lima

1. Caso o seu casamento se realize dentro de portas, decidam previamente um local exterior onde podem tirar algumas fotografias entre a cerimónia e a recepção. A luz natural dá uma nova vida às fotografias.

2. Variem o fundo nas fotografias de grupo, pôr toda a gente em frente ao mesmo arbusto, desde os vossos pais até aos vossos amigos… é absolutamente entediante!

3. Coloquem o bolo de casamento num local “clean” sem tralhas à volta que dispersem a atenção do bolo nas fotografias, como portas, vidros reflectores, etc.

4. Em vez de fotografias de pose chatas e entediantes para todos os convidados, optem por pedir ao fotógrafo que esteja atento a momentos simpáticos dos vossos convidados e vossos, e que os capture naturalmente sem perturbar ninguém.

5. Consegue-se parecer mais magro nas fotografias se se parecer mais alto. Coloquem sempre os ombros para trás e ergam o queixo (não em exagero) que isto disfarça aquele papinho no queixo que ninguém propriamente adora.

6. Mesmo que normalmente não usem maquilhagem (e aqui refiro-me ao noivo também) neste dia o seu uso torna-se indispensável para dar um aspecto cuidado nas fotografias. Claro que devem usar cores de maquilhagem neutra e nada de brilhos para não reflectir nas fotografias.

7. Nem todas as fotografias têm de ter a cara de alguém. Às vezes uma mão a pegar um ramo, uma criança de costas, conta outra perspectiva da história.

8. A noiva não deve estar toda de branco, com vestido branco e ramo branco… caso o vestido seja branco, tente complementar o ramo com alguma cor, ou irá parecer um “copo de leite” nas fotografias.

9. Não tentem controlar tudo, pois são às fotografias espontâneas, que irão dar mais valor quando folhearem o álbum de casamento.

10. Trabalhem com os elementos da natureza. Um pouco de vento no cabelo ou chuva só tornam tudo mais artístico.

Fonte: http://onossocasamento.pt/artigos/como-escolher-o-veu-de-noiva-perfeito\


Como escolher o véu de noiva perfeito


Foto: Renato Lima
Uma noiva pode optar ou por dar ênfase ao seu penteado, ou dar ênfase ao véu. A diferença, é que quem quer dar ênfase ao véu, usa o véu não só na cerimónia, mas também durante a recepção do casamento - neste caso o penteado é só um suporte para o véu. Qualquer noiva sabe que é importante escolher um penteado que lhe favoreça a face, só que também é de extrema importância escolher um véu que faça o mesmo.
O véu ideal depende também da formalidade do casamento e do tipo de personalidade e do rosto que o vai usar. Um estilo mais clássico pede um véu de catedral, enquanto um estilo mais moderno pede um véu mais curto. Considere os seguintes tópicos antes de tomar qualquer decisão sobre se vai usar, ou não, um véu no seu casamento.

Determine o seu tipo de face

Existem dois tipos de faces, as mais arredondadas como as ovais e redondas; e as mais angulares como as faces em rectângulo, e em triângulo. Se não sabe que tipo de face tem, é simples, em frente a um espelho puxe o cabelo todo para trás, de seguida com um lápis dos olhos desenhe o contorno da sua face no espelho, depois é só analisar.

Um véu de noiva para cada face

Se tem uma face oval, ligeiramente mais comprida que larga, e com curvas suaves, saiba que este tipo de face é o tipo de face mais simétrica, por isso pode usar o que melhor lhe agradar, desde que complemente o seu look total, e seja proporcional às suas linhas.

Se tem uma face quadrada, com uma linha do queixo quadrada, esta necessita de ser suavizada com um véu mais longo, em vez de um mais curto.

Uma face muito redonda combina com um véu que caia ao longo dos lados da face, pois ajuda a torná-la mais estreita.

Se tem uma face oblonga, parecida com a oval só que um pouco mais comprida, esta pode ser complementada com véus em cascata, adornados com tiaras, ou com uma coroa de flores, ou de cristais.

Se tema uma face triangular do tipo coração, deverá dar largura à parte inferior da face; deve usar véus que pendam da parte anterior da cabeça, pois o volume aparecerá pela parte de trás da cabeça dando mais ênfase ao queixo.

Véu de noiva clássico

Um véu de noiva clássico de comprimento de catedral, não deve de ser usado numa celebração de um casamento mais casual, como num jardim, ou numa praia. Se vai celebrar um casamento muito formal e se optar por um véu de catedral (um véu que arraste no chão), deverá optar por um véu de várias camadas, para que durante a recepção possa retirar a camada mais comprida podendo movimentar-se mais à vontade.

Ornamentação

Se tem um vestido muito ornamentado, use um véu simples. A ornamentação do véu não deve nunca terminar no local onde o seu vestido tem mais ornamentação, deve sempre ou terminar abaixo da ornamentação do vestido, ou acima desta. Num véu a ornamentação não tem de condizer exactamente com a ornamentação do vestido de noiva, contudo deve de a complementar.

Etiqueta

Usar um véu não é obrigatório. Quanto mais formal for o casamento, maior o comprimento do véu. A etiqueta também dita que o uso de véu é inapropriado para noivas grávidas ou segundos casamentos; mesmo assim muitas noivas nestas condições hoje em dia decidem romper com a etiqueta usando véus pelo cotovelo, ou como adorno do penteado.

Véus de noiva vintage

Usar um véu antigo, que pode pertencer à mãe ou mesmo um que tenha adquirido numa loja de antiguidades, é uma excelente opção, desde que não tente mudar a cor original, mandando branqueá-lo ou tingi-lo; um véu não tem de ser exactamente da mesma cor do vestido, e o encanto de um véu antigo não está só no seu formato, mas também na sua cor peculiar.

360º

Não se esqueça de ser ver num espelho de 360º; coloque o vestido e o véu e observe como fica de todos os ângulos, e não só pela frente. Se a parte do seu vestido de noiva é um ponto fulcral no seu look, não convém esconde-lo com um véu comprido, pode optar por um véu mais curto com poucas camadas de tule.

Experimentar

Se decidiu ser uma noiva que vai usar véu, não esqueça que o penteado que o vai segurar é de grande importância. Quando for fazer a prova de penteado ao seu cabeleireiro, leve o véu e seus ornamentos, como tiaras ou ganchos que o vão segurar, para incorporar no penteado. Tente várias opções de colocação do véu no penteado; mudar o local onde o véu é aplicado na cabeça pode fazer a maior das diferenças. Se vai usar um véu de noiva mais pesado, ou comprido depois de o assentar no penteado, experimente andar um pouco com ele para ver se se sente confortável.

Fonte: http://onossocasamento.pt/artigos/como-escolher-o-veu-de-noiva-perfeito\

Fotografia Erótica

FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA
Artigos
Fotografia Contemporânea Comunicação LtdaMe. - Todos os direitos reservados.
Fotografia Erótica
Por Célia Mello

O que é uma fotografia erótica? Qual o limite entre o erótico e o pornográfico? Segundo Houaiss, erótico é o que provoca amor ou desejo sexual, e pornográfico é o que demonstra, descreve ou evoca luxúria ou libidinagem. Nas artes visuais o erotismo sempre esteve presente como tema e, na fotografia, desde a sua descoberta no século XIX, ocorreu o mesmo. Alguns autores fotográficos como Henry Voland, Robert Demachy, Edward J. Steichen e outros trouxeram o tema para o registro fotográfico.
Barthes define a fotografia erótica como aquela em que o campo cego fica fora do enquadramento, impelindo nossa imaginação para além da imagem fixa. O punctum é, portanto, uma espécie de extracampo sutil, como se a imagem lançasse o desejo para além daquilo que ela dá a ver: não somente para “o resto” da nudez, não somente para o fantasma de uma prática, mas para a excelência absoluta de um ser, alma e corpo intricados. A pornografia representa, costumeiramente, o sexo, faz dele um objeto imóvel (um fetiche), incensado como um deus que não sai de seu nicho; para mim, não há punctum algum na imagem pornográfica; quando muito ela me diverte (e ainda: o tédio surge rapidamente).




Ajitto, 1981 - Mapplethorpe

Calla Lily 1988 - Mapplethorpe

No séculos XX e XXI, a imagem erótica está presente nos trabalhos de vários fotógrafos contemporâneos, entre eles, Robert Mapplethorpe. O americano morreu na década de noventa, vítima de AIDS, e se tornou um ícone por suas imagens eróticas de nus masculinos. Na fotografia Ajitto – 1981, feita por ele, a posição fetal do negro sentado naquele minúsculo banquinho dá a sensação de desprotegido, mas a textura da sua pele, sua estética, as formas apresentadas na imagem, como o triângulo formado pelas pernas, vão alémdo extracampo.

Quando fecha o enquadramento em um copo-de-leite (Calla Lily, 1998) e faz a luz incidir na parte central da haste, esta flor demonstra um poder fálico que, para mim, lembra uma imagem erótica.
Vários são os autores fotográficos que apresentam este punctum em seu trabalho, um deles, que admiro muito, é o Man Ray. Quando fotografou Juliet (sua namorada) e Margareth (Juliet and Margareth – 1948), as duas modelos posaram nuas usando apenas máscaras para cobrir seus rostos; elas escondem suas identidades e dão um ar de mistério à imagem.


Juliety e Margareth, 1948 - Man Ray

Podemos citar também o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, mestre do ‘Instante Decisivo’, mais conhecido como fotógrafo de rua, pela acuidade que apresenta em seus ensaios fotográficos. Em trabalhos pouco divulgados, Bresson registrou também o erótico na imagem feminina. Aqui podemos ver duas modelos posando nuas para uma cena de desenho: os dois corpos jogados na cama insinuam além do que o nosso olhar vê, revelando ao receptor um campo cego da imagem.


Pause de deux modèles pendant une séance de dessin, Paris, 1989 - Henry Cartier-Bresson
André Kertész, em seu ensaio ‘Distorção’, de 1933, provoca um estranhamento ao olharmos o nu feminino amórfico, ao mesmo tempo que nos revela uma delicadeza do corpo e da alma feminina.



Distortion, 1933 - André Kertész
Araki, um dos mais célebres fotógrafos japoneses, apresenta nesta imagem uma gueixa com seu traje tradicional, o quimono. O rosto angelical da modelo no ato de comer um pedaço de melancia se contrapõe com o vermelho erótico da fruta, revelando sutileza e malícia em seu gesto.
Poderíamos ficar horas mostrando imagens eróticas destes representantes da fotografia, porém hoje vou parar por aqui.

Araki


Célia Mello




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