sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fotografar com celulares

Com a abordagem certa, o seu telefone celular pode, por vezes, substituir uma câmera fotográfica de boa qualidade. Confira nossas dicas e produza fotos incríveis:

1) Chegue mais perto. Cada vez mais os telefones celulares têm câmeras com tecnologia de zoom digital, mas na maioria delas os resultados são decepcionantes. Evite usar o zoom para ampliar sua fotografia e enquadre a sua imagem se aproximando dela o tanto quanto for possível. Isso também irá ajuda você a pensar como vai querer tirar a fotografia.

2) Não se mova. É muito importante ter segurança e ficar parado enquanto se dispara o obturador de uma câmera. Isso é ainda mais importante em uma câmera de telefone celular, pois elas geralmente não têm a tecnologia de estabilização de imagens das câmeras modernas. Certifique-se que está bem equilibrado antes de tirar uma foto, ao invés de querer bater uma fotografia de repente.

3) Muita luz. Estar em um ambiente bastante iluminado ajuda bastante. Muitas câmeras de celular realmente não funcionam bem com pouca luz, resultando em imagens borradas ou granuladas. Tente acender as luzes do cômodo mesmo durante o dia, ou se sua câmera tem flash, use-o mesmo quando a luz parece ser suficiente, pois a câmera pode não estar pegando tanta luz quanto você acredita. Se houver alguém junto tirando fotos com câmeras digitais com flash, tente tirar fotos com seu celular ao mesmo tempo para aproveitar a luz extra.

4) Utilize aplicativos para correção de fotos. Houve uma explosão em aplicativos de fotografia para celulares durante os últimos anos. Muitos, como o Photoshop móvel , permitem que você faça ajustes simples às suas imagens que as transformam totalmente. Comece cortando-a, e dando nitidez a ela e, em seguida, tente alterar a exposição, saturação e contraste. E se você é um fã de efeitos, não se esqueça que existem aplicações para todos os estilos.

5) Tente usar um tripé. Qualquer mexida deixa a foto de uma câmera de celular completamente borrada e tremida. Tente apoiar seu celular em algum lugar ou usar um tripé.

Fonte: Hypescience

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bando Anunciador

Pelo 4º ano consecutivo, a comunidade e a Universidade Estadual de Feira de Santana levaram às ruas pessoas de diversas origens para reviver uma das maiores manifestações populares do município: o Bando Anunciador da Festa de Senhora Santana.

Mascarados, blocos de sujos e cabeçorras foram alguns dos artefatos utilizados como trajes por centenas foliões que praticamente amanheceram o domingo (11) no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), concentração da festa, para percorrer ruas centrais de Feira de Santana.

Festa popular extinta nos anos 1980, a chamada parte profana das homenagens a Senhora Santana, padroeira de Feira de Santana, encontrava-se reprimida, mas latente no sentimento das pessoas que viveram a antiga manifestação. Com o Projeto Bando Anunciador, a Uefs, em 2007, deu a largada para o resgate da tradição.

“Agora, a sobrevivência da tradição está nas mãos do povo”, afirmou o reitor José Carlos Barreto, acrescentando que, pelo que tem demonstrado os participantes nestes três anos, o retorno da festa está praticamente consolidado.

A iniciativa da Uefs, neste sentido, não está restrita à manifestação de rua. O Bando Anunciador vem sendo tema de debates com a participação popular, ganhando um significado mais amplo para discussão sobre a cidade, seus valores e identidade cultural.

O Bando Anunciador da Festa de Santana, neste domingo, percorreu a Rua Conselheiro Franco, passando pela Igreja dos Remédios, Praça Fróes da Mota, retornando pela Rua Conselheiro Franco, Praça da Bandeira, Rua Marechal Deodoro, Beco do Mocó, Praça da Matriz, encerrando o cortejo no Cuca.

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima

Foto: Renato Lima


Informações da Ascom/Uefs

sábado, 3 de julho de 2010

curso fotografia


Os cinco principais erros de fotografias digitais e maneiras de evitá-los

Dicas de fotografia

Quem deseja obter fotografias de qualidade deve seguir a risca alguns truques e detalhes essenciais para revelar o melhor de cada objeto. A maioria dos equipamentos digitais trazem a facilidade do “ligue e dispare”, útil para quem não entende muito de regulagem do equipamento, mas um recurso que limita a criatividade do fotografo profissional.

Aqui no Blog Fotos que Falam apresentamos dicas para quem ama fotografar e não abre mão de melhorar ainda mais seus conhecimentos sobre esta arte. Elaboramos uma série dos cinco principais erros de fotografias e a maneira correta de evitá-los. Hoje falaremos sobre a importância de conhecer a câmera digital para regulá-la de maneira correta.

Técnicas de fotografias inadequadas

Um equipamento digital que não traz regulagem

de foco, prioridade de abertura, programação manual e seleção de ISO geralmente não é uma opção para quem procura registrar fotos com qualidade. Em outras palavras, só se consegue fotos excelentes depois que aprendemos a “preparar” nossa câmera digital para dadas situações. Por isso, como dissemos acima, evite os equipamentos com limitadas configurações do menu da câmera. Prefira perder tempo selecionado o ISO, a focagem, o tipo de flash, a prioridade de abertura e outros comandos, pois assim você garante imagens atrativas.

Imagem simulada de uma câmera digital. É importante conhecer e aprender a utilizar todos os recursos do equipamento, como modo de foco, abertura de diafragma, velocidade do obturador, zoom, equilíbrio de branco, área de foco, medida de exposição, velocidade ISO, entre outros. Procure por estas funções ao comprar sua câmera,

Tenho observado que são poucas as câmeras digitais disponíveis no mercado que trazem o visor ótico. E isso não é bom. O visor LCD, onde se enquadra a imagem focada e se revê aquelas já tiradas, é um grande avança, sem dúvidas, mas é também o responsável por fotografias borradas, especialmente quando a câmera não traz a função estabilizador de imagens. Para evitar fotos borradas, segure sua câmera firmemente, use um tripé ou opte por um modelo com visor ótico. Segurando a câmer

a sobre o rosto, o resultado final quase sempre é mais satisfatório.

Fotografia é uma arte, e como tal é preciso gastar tempo. Nada de tirar fotos com rapidez, sem se preocupar com os detalhes da cena e configuração da câmera. Sempre que puder, observe os fotógrafos profissionais e repare como eles preparam a cena, se posicionam de várias maneiras e regulam constantemente sua câmera fotográfica. Não se prenda aos ajustes de fábrica. Quase sempre o resultado é mediano. Seja criativo, use seus próprios ajustes e veja a diferença.

E eu com isso?

Talvez você esteja se perguntando: o que eu posso fazer para evitar as técnicas inadequadas de fotografias? A resposta é simples: tenha disciplina. Leia nossos módulos anteriores e treine o ajuste perfeito do seu equipamento, tirando várias fotografias ao longo do dia e sobre várias condições de luz. Um dos maiores truques que aprendi no curso de fotografia que tive a oportunidade de fazer foi sempre enxergar a cena de vários ângulos. A foto de uma flor tirada ao meio dia ficará totalmente diferente de outra foto da mesma flor, mas tirada ao fim da tarde.

Exemplo de como o valor de abertura do obturador influência na captura da imagem. No modo Manual (M) selecione um valor de abertura maior para fotos com menos luz e um valor menor para fotografias mais claras. O ajuste do valor de abertura também é útil para congelar uma cena: quando a velocidade é lenta os objetos em movimento poderão ficar borrados; velocidades maiores permitem congelar um objeto em movimento rápido.

Na próxima postagem veremos que as configurações inadequadas do eq

uipamento também influenciam na captura das imagens. É um assunto de grande importância para aqueles que buscam aprimorar suas técnicas, portanto, não deixe de acompanhar e sugerir temas para os próximos módulos. Até lá!

veja outros módulos aqui: curso e dicas de fotografia

Paulo Franklin

Exemplo de como o valor de abertura do obturador influência na captura da imagem. No modo Manual (M) selecione um valor de abertura maior para fotos com menos luz e um valor menor para fotografias mais claras. O ajuste do valor de abertura também é útil para congelar uma cena: quando a velocidade é lenta os objetos em movimento poderão ficar borrados; velocidades maiores permitem congelar um objeto em movimento rápido.

Na próxima postagem veremos que as configurações inadequadas do equipamento também influenciam na captura das imagens. É um assunto de grande importância para aqueles que buscam aprimorar suas técnicas, portanto, não deixe de acompanhar e sugerir temas para os próximos módulos. Até lá!

veja outros módulos aqui: curso e dicas de fotografia

Paulo Franklin

Erros de fotografias digitais - II parte


Os cinco principais erros de fotografias digitais e maneiras de evitá-los

Em nossa postagem anterior, começamos a falar sobre os cinco principais erros de fotografias digitais e apresentamos maneiras simples de evitar o contraste excessivo. Nesta postagem você conhecerá os benefícios de se ajustar o flash da câmera e evitar fotos pouco nítidas.

Alcance inadequado do flash

Antes de optar por um equipamento fotográfic

o digital, repare no alcance total do flash. Embora a maioria dos fabricantes adote a distância mínima de alcance do flash de três metros, não é raro encontrar equipamentos com alcance de somente dois metros. Uma fotografia num jogo de futebol, por exemplo, requer uma unidade de flash potente, com alcance de, pelo menos, doze metros.


Geralmente os equipamentos que trazem o flash embutido chegam a alcançar os seis metros numa configuração de ISO 100 e uma unidade externa pode ter o alcance de doze metros. Repare que quando utilizamos o flash para temas muito distantes há uma subexposição da imagem. Resultado: fotografias totalmente pretas. Os softwares de edição não conseguem corrigir adequadamente este resultado, por isso siga nossas dicas e aproveite melhor o flash de sua câmera.

Um bom exemplo de como o uso inadequado do flash pode interferir na qualidade da imagem registrada. Para evitar situações semelhantes, conheça bem seu equipamento e teste tirar a foto de vários ângulos.

* Primeiramente varie a configuração ISO do seu equipamento. Tire uma foto com ISO 100 e outra com ISO 400 e veja o resultado. Geralmente a opção ISO 400 aumenta o alcance efetivo do flash em até 50%. Se o objeto focalizado ainda estiver muito escuro, utilize uma fonte extra de luz.

* Experimente também desativar o flash ao fotografar objetos distantes. Segure a câmera com firmeza. Aumente o ISO para 800 e veja se consegue uma imagem melhor. Essa opção pode ser bastante útil, mas não se esqueça do que já falamos aqui: uma configuração de ISO muito alta pode produzir ruídos (granulações) na imagem.

* Chegue perto. Os fotógrafos profissionais sabem que, se quiserem obter a melhor imagem, não só deverão configurar adequadamente o flash, como também se aproximar o máximo possível da ação.

A tabela apresenta as opções mais comuns de flash dos equipamentos fotográficos digitais. Procure-os em sua câmera e veja em que situações utilizá-los.

Na próxima postagem continuaremos apresentando os cinco principais erros de fotografias digitais e como evitá-los. Você verá que técnicas inadequadas de fotografias podem ser as responsáveis por imagens de pouco destaque. Quer comentar sobre esta postagem? Tem alguma sugestão de tema? Dúvidas sobre os assuntos abordados? Não deixe de expressar sua opinião!

Paulo Franklin

sexta-feira, 2 de julho de 2010

10 dicas para as melhores fotografias


Foto: Renato Lima


Foto: Renato Lima


Foto: Renato Lima

1. Caso o seu casamento se realize dentro de portas, decidam previamente um local exterior onde podem tirar algumas fotografias entre a cerimónia e a recepção. A luz natural dá uma nova vida às fotografias.

2. Variem o fundo nas fotografias de grupo, pôr toda a gente em frente ao mesmo arbusto, desde os vossos pais até aos vossos amigos… é absolutamente entediante!

3. Coloquem o bolo de casamento num local “clean” sem tralhas à volta que dispersem a atenção do bolo nas fotografias, como portas, vidros reflectores, etc.

4. Em vez de fotografias de pose chatas e entediantes para todos os convidados, optem por pedir ao fotógrafo que esteja atento a momentos simpáticos dos vossos convidados e vossos, e que os capture naturalmente sem perturbar ninguém.

5. Consegue-se parecer mais magro nas fotografias se se parecer mais alto. Coloquem sempre os ombros para trás e ergam o queixo (não em exagero) que isto disfarça aquele papinho no queixo que ninguém propriamente adora.

6. Mesmo que normalmente não usem maquilhagem (e aqui refiro-me ao noivo também) neste dia o seu uso torna-se indispensável para dar um aspecto cuidado nas fotografias. Claro que devem usar cores de maquilhagem neutra e nada de brilhos para não reflectir nas fotografias.

7. Nem todas as fotografias têm de ter a cara de alguém. Às vezes uma mão a pegar um ramo, uma criança de costas, conta outra perspectiva da história.

8. A noiva não deve estar toda de branco, com vestido branco e ramo branco… caso o vestido seja branco, tente complementar o ramo com alguma cor, ou irá parecer um “copo de leite” nas fotografias.

9. Não tentem controlar tudo, pois são às fotografias espontâneas, que irão dar mais valor quando folhearem o álbum de casamento.

10. Trabalhem com os elementos da natureza. Um pouco de vento no cabelo ou chuva só tornam tudo mais artístico.

Fonte: http://onossocasamento.pt/artigos/como-escolher-o-veu-de-noiva-perfeito\


Como escolher o véu de noiva perfeito


Foto: Renato Lima
Uma noiva pode optar ou por dar ênfase ao seu penteado, ou dar ênfase ao véu. A diferença, é que quem quer dar ênfase ao véu, usa o véu não só na cerimónia, mas também durante a recepção do casamento - neste caso o penteado é só um suporte para o véu. Qualquer noiva sabe que é importante escolher um penteado que lhe favoreça a face, só que também é de extrema importância escolher um véu que faça o mesmo.
O véu ideal depende também da formalidade do casamento e do tipo de personalidade e do rosto que o vai usar. Um estilo mais clássico pede um véu de catedral, enquanto um estilo mais moderno pede um véu mais curto. Considere os seguintes tópicos antes de tomar qualquer decisão sobre se vai usar, ou não, um véu no seu casamento.

Determine o seu tipo de face

Existem dois tipos de faces, as mais arredondadas como as ovais e redondas; e as mais angulares como as faces em rectângulo, e em triângulo. Se não sabe que tipo de face tem, é simples, em frente a um espelho puxe o cabelo todo para trás, de seguida com um lápis dos olhos desenhe o contorno da sua face no espelho, depois é só analisar.

Um véu de noiva para cada face

Se tem uma face oval, ligeiramente mais comprida que larga, e com curvas suaves, saiba que este tipo de face é o tipo de face mais simétrica, por isso pode usar o que melhor lhe agradar, desde que complemente o seu look total, e seja proporcional às suas linhas.

Se tem uma face quadrada, com uma linha do queixo quadrada, esta necessita de ser suavizada com um véu mais longo, em vez de um mais curto.

Uma face muito redonda combina com um véu que caia ao longo dos lados da face, pois ajuda a torná-la mais estreita.

Se tem uma face oblonga, parecida com a oval só que um pouco mais comprida, esta pode ser complementada com véus em cascata, adornados com tiaras, ou com uma coroa de flores, ou de cristais.

Se tema uma face triangular do tipo coração, deverá dar largura à parte inferior da face; deve usar véus que pendam da parte anterior da cabeça, pois o volume aparecerá pela parte de trás da cabeça dando mais ênfase ao queixo.

Véu de noiva clássico

Um véu de noiva clássico de comprimento de catedral, não deve de ser usado numa celebração de um casamento mais casual, como num jardim, ou numa praia. Se vai celebrar um casamento muito formal e se optar por um véu de catedral (um véu que arraste no chão), deverá optar por um véu de várias camadas, para que durante a recepção possa retirar a camada mais comprida podendo movimentar-se mais à vontade.

Ornamentação

Se tem um vestido muito ornamentado, use um véu simples. A ornamentação do véu não deve nunca terminar no local onde o seu vestido tem mais ornamentação, deve sempre ou terminar abaixo da ornamentação do vestido, ou acima desta. Num véu a ornamentação não tem de condizer exactamente com a ornamentação do vestido de noiva, contudo deve de a complementar.

Etiqueta

Usar um véu não é obrigatório. Quanto mais formal for o casamento, maior o comprimento do véu. A etiqueta também dita que o uso de véu é inapropriado para noivas grávidas ou segundos casamentos; mesmo assim muitas noivas nestas condições hoje em dia decidem romper com a etiqueta usando véus pelo cotovelo, ou como adorno do penteado.

Véus de noiva vintage

Usar um véu antigo, que pode pertencer à mãe ou mesmo um que tenha adquirido numa loja de antiguidades, é uma excelente opção, desde que não tente mudar a cor original, mandando branqueá-lo ou tingi-lo; um véu não tem de ser exactamente da mesma cor do vestido, e o encanto de um véu antigo não está só no seu formato, mas também na sua cor peculiar.

360º

Não se esqueça de ser ver num espelho de 360º; coloque o vestido e o véu e observe como fica de todos os ângulos, e não só pela frente. Se a parte do seu vestido de noiva é um ponto fulcral no seu look, não convém esconde-lo com um véu comprido, pode optar por um véu mais curto com poucas camadas de tule.

Experimentar

Se decidiu ser uma noiva que vai usar véu, não esqueça que o penteado que o vai segurar é de grande importância. Quando for fazer a prova de penteado ao seu cabeleireiro, leve o véu e seus ornamentos, como tiaras ou ganchos que o vão segurar, para incorporar no penteado. Tente várias opções de colocação do véu no penteado; mudar o local onde o véu é aplicado na cabeça pode fazer a maior das diferenças. Se vai usar um véu de noiva mais pesado, ou comprido depois de o assentar no penteado, experimente andar um pouco com ele para ver se se sente confortável.

Fonte: http://onossocasamento.pt/artigos/como-escolher-o-veu-de-noiva-perfeito\

Fotografia Erótica

FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA
Artigos
Fotografia Contemporânea Comunicação LtdaMe. - Todos os direitos reservados.
Fotografia Erótica
Por Célia Mello

O que é uma fotografia erótica? Qual o limite entre o erótico e o pornográfico? Segundo Houaiss, erótico é o que provoca amor ou desejo sexual, e pornográfico é o que demonstra, descreve ou evoca luxúria ou libidinagem. Nas artes visuais o erotismo sempre esteve presente como tema e, na fotografia, desde a sua descoberta no século XIX, ocorreu o mesmo. Alguns autores fotográficos como Henry Voland, Robert Demachy, Edward J. Steichen e outros trouxeram o tema para o registro fotográfico.
Barthes define a fotografia erótica como aquela em que o campo cego fica fora do enquadramento, impelindo nossa imaginação para além da imagem fixa. O punctum é, portanto, uma espécie de extracampo sutil, como se a imagem lançasse o desejo para além daquilo que ela dá a ver: não somente para “o resto” da nudez, não somente para o fantasma de uma prática, mas para a excelência absoluta de um ser, alma e corpo intricados. A pornografia representa, costumeiramente, o sexo, faz dele um objeto imóvel (um fetiche), incensado como um deus que não sai de seu nicho; para mim, não há punctum algum na imagem pornográfica; quando muito ela me diverte (e ainda: o tédio surge rapidamente).




Ajitto, 1981 - Mapplethorpe

Calla Lily 1988 - Mapplethorpe

No séculos XX e XXI, a imagem erótica está presente nos trabalhos de vários fotógrafos contemporâneos, entre eles, Robert Mapplethorpe. O americano morreu na década de noventa, vítima de AIDS, e se tornou um ícone por suas imagens eróticas de nus masculinos. Na fotografia Ajitto – 1981, feita por ele, a posição fetal do negro sentado naquele minúsculo banquinho dá a sensação de desprotegido, mas a textura da sua pele, sua estética, as formas apresentadas na imagem, como o triângulo formado pelas pernas, vão alémdo extracampo.

Quando fecha o enquadramento em um copo-de-leite (Calla Lily, 1998) e faz a luz incidir na parte central da haste, esta flor demonstra um poder fálico que, para mim, lembra uma imagem erótica.
Vários são os autores fotográficos que apresentam este punctum em seu trabalho, um deles, que admiro muito, é o Man Ray. Quando fotografou Juliet (sua namorada) e Margareth (Juliet and Margareth – 1948), as duas modelos posaram nuas usando apenas máscaras para cobrir seus rostos; elas escondem suas identidades e dão um ar de mistério à imagem.


Juliety e Margareth, 1948 - Man Ray

Podemos citar também o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, mestre do ‘Instante Decisivo’, mais conhecido como fotógrafo de rua, pela acuidade que apresenta em seus ensaios fotográficos. Em trabalhos pouco divulgados, Bresson registrou também o erótico na imagem feminina. Aqui podemos ver duas modelos posando nuas para uma cena de desenho: os dois corpos jogados na cama insinuam além do que o nosso olhar vê, revelando ao receptor um campo cego da imagem.


Pause de deux modèles pendant une séance de dessin, Paris, 1989 - Henry Cartier-Bresson
André Kertész, em seu ensaio ‘Distorção’, de 1933, provoca um estranhamento ao olharmos o nu feminino amórfico, ao mesmo tempo que nos revela uma delicadeza do corpo e da alma feminina.



Distortion, 1933 - André Kertész
Araki, um dos mais célebres fotógrafos japoneses, apresenta nesta imagem uma gueixa com seu traje tradicional, o quimono. O rosto angelical da modelo no ato de comer um pedaço de melancia se contrapõe com o vermelho erótico da fruta, revelando sutileza e malícia em seu gesto.
Poderíamos ficar horas mostrando imagens eróticas destes representantes da fotografia, porém hoje vou parar por aqui.

Araki


Célia Mello




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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Início da Fotografia no Brasil

INÍCIO DA FOTOGRAFIA NO BRASIL
Em 1839, o Diário do Commercio, do Rio de Janeiro, noticia a invenção do DAGUERREÓTIPO (imagens obtidas com um aparelho capaz de as fixar em placas de cobre cobertas com sais de prata), primeiro aparelho a fixar a imagem fotográfica, também o primeiro processo fotográfico reconhecido mundialmente, criado pelo francês LOUIS-JACQUES MANDÉ DAGUERRE (1787-1851). No ano seguinte são feitas as primeiras fotos...

A fotografia chegou no Brasil no dia 16/01/1840, pelas mãos do abade LOUIS COMPTE, capelão de um navio-escola francês (corveta franco-belga L’Orientale) que aportou de passagem pelo Rio de Janeiro.

Ele trouxe a novidade de Paris para a cidade, introduzindo a DAGUERREOTIPIA no país. Realizou 3 demonstrações do funcionamento do processo e apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II. Foi a primeira demonstração no Brasil e na América Latina!

Deve-se imaginar quanto seria enriquecedor se pudéssemos conhecer o que teriam dito nos poucos corredores solenes da capital do Império, os que viram as primeiras exposições de 17/01/1840, no Hotel Pharoux, no Largo do Paço, quando se depararam com o requinte daquela modernidade: a fotografia.

Abaixo (lado esquerdo), cartão-postal da primeira metade do século XX, sobre o Jornal do Commercio. Lado direito: foto de Louis Compte, Rio de Janeiro (1840) – 1º DAGUERREÓTIPO tirado na América do Sul.


“É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer idéia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista” (trecho do Jornal do Commercio, de 17/01/1840).

O cronista do Jornal Diário registrou a facilidade com que era possível obter “a representação dos objetos de que se deseja conservar a imagem...”, e seguiu narrando as proezas do vistoso instrumento que em poucos nove minutos registrara o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe, o Mosteiro de São Bento, “... e todos os outros objetos circunstantes se acharam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela própria mão da natureza, e quase sem intervenção do artista.”

Rio de Janeiro (1840) Autor desconhecido
Muito pouco se conhece até hoje, de amadores que naqueles primeiros anos teriam praticado a DAGUERREOTIPIA e os processos subsequentes aqui no Brasil. O Imperador, teria sido um dos primeiros brasileiros...

Em 21/01/1840, D. Pedro II (aos 14 anos de idade), entusiasmado com a nova invenção apresentada por Compte, encomenda um equipamento de DAGUERREOTIPIA em Paris. Em março de 1840, adquiriu um aparelho, comprando-o diretamente de Felicio Luzaghy, por 250 mil réis, possivelmente a primeira máquina desta arte em mãos brasileiras.

Tornou-se assim, o primeiro fotógrafo brasileiro com menos de 15 anos de idade! Mais tarde, já um grande colecionador e um verdadeiro mecenas dessa arte, atribuiu títulos e honrarias aos principais fotógrafos atuantes no país. Promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o país.

O maior e mais diversificado acervo de fotografia oitocentista constituído por um particular é, justamente, a coleção que foi reunida durante vários anos pelo Imperador D. Pedro II. Oficialmente, ele é considerado o primeiro deguerreotipista brasileiro; fazia imagens de paisagens e de pessoas.
Abaixo, Cartão telefônico emitido pela Telebrás com retrato de D.Pedro II (Quadro do museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro)


No mesmo ano, em 1840, o americano AUGUSTUS MORAND (1815-1862) produz as primeiras fotos da Família Real e do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Foi possivelmente o primeiro fotógrafo a retratar o imperador Pedro II.

Em fins de 1842, montou um estúdio no salão 52, do segundo andar da casa nova do Hotel Pharoux, no largo do Paço, ainda que temporário e improvisado, foi provavelmente o primeiro estúdio de fotografia do Brasil.

A partir de maio de 1843, este mesmo salão seria ocupado por J. D. DAVIS, consolidando a vocação fotográfica do hotel que, por sua localização estratégica (situava-se diante do Paço Imperial), acabou recebendo diversos outros DAGUERREOTIPISTAS itinerantes que passaram pela Corte no mesmo período.

De retorno à sua cidade natal, nos Estados Unidos, Morand tornou-se em 1851, presidente da Associação da DAGUERREOTIPISTAS do Estado de Nova Iorque.

Mas, a divulgação da fotografia no Brasil, ficou restrita a poucos profissionais, a maioria dos quais estrangeiros que, aqui chegando, nela encontraram um novo e promissor meio de vida e por razões óbvias, procuravam guardar para si os “segredos” da nova arte...

Em 1842, a senhora HIPPOLYTE LAVENUE expôe daguerreótipos de sua autoria na Exposição Geral de Belas-Artes (na cidade do Rio de Janeiro), tornando-se assim a primeira mulher no mundo a expor fotografias num salão de arte, muitos anos antes que o processo começasse a ser exibido nos salões do Hemisfério Norte.

Em 1851, o Imperador atribui o título de “Photographo da Casa Imperial” aos retratistas LOUIS BUVELOT e PRAT. É a primeira vez que um soberano concede uma honraria a um fotógrafo! Entre 1851 a 1889, ele concedeu esse título a mais de duas dezenas de fotógrafos...

A partir da segunda metade do século XIX, imigrantes europeus trazem novas tecnologias ao país... Em 1853, começa a funcionar no Rio de Janeiro a primeira oficina de calótipo do país, dirigida por C. GUIMETE. O calótipo é o processo fotográfico que permite a reprodutibilidade – a obtenção de cópias das chapas.

A fotografia foi arrebatando interessados em todos os setores da vida daqueles anos “perdidos”... Os pintores, artistas do traço, aderiram ao movimento de que foi pioneiro o pintor alemão FRANCISCO NAPOLEÃO BAUTZ, chegado ao Brasil em 1839 e que logo em 1846 anunciava a sua adesão ao daquerreótipo, na loja que possuía na rua do Cano, 146 (atual rua Sete de Setembro, no Rio de Janeiro), cujo anúncio comercial possibilita reconhecermos a rápida evolução técnica e do equipamento que já permitia fosse cumprido seu papel em apenas um minuto.

Desde então passaram a surgir as oficinas que tiravam e vendiam retratos, em fumo e coloridos, e os professores de fotografia, e os especiais fotógrafos aos quais o Imperador permitia o uso das armas imperiais na fachada da oficina, como foi possível conhecer ali pela rua dos Latoeiros, depois rua de Gonçalves Dias, na capital.

W. R. Williams, Beauvelot, Duprat, Guilherme Telfer, os húngaros Birany e Kornis, e outros mais contribuíram para o conhecimento e evolução da técnica na Corte brasileira e o crescimento dos especialistas em fotografia...

Atualmente, o Arquivo Histórico reúne importantes documentos manuscritos e iconográficos referentes à nossa história e divididos em coleções, como a “Coleção Família Imperial”, compreendendo 1.445 documentos de diversas procedências, relacionados aos Imperadores D. Pedro I e D. Pedro II e respectivos familiares.

São gravuras e álbuns de fotografias com retratos da realeza e nobreza da época, vistas de cidades brasileiras e estrangeiras... Assim como documentos pessoais, como os exercícios de caligrafia de D. Pedro II, de correspondência entre membros da família imperial e outros, além de homenagens como poesias, sonetos, hinos ou músicas dedicados a membros da família.
Ateliê Fotográfico de 1870. Autor desconhecido...

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Árvore Genealógica da Família Imperial Brasileira - Monarcas do Brasil



► D. João VI (1767-1826): Filho de D. Maria I, D. João VI assumiu o governo português em 1792, como Príncipe-Regente, em substituição à mãe. Vem para o Brasil em 1808, fugindo de tropas de Napoleão Bonaparte. Aqui realizou um governo dinâmico com a abertura dos portos brasileiros aos aliados, instituiu o Banco do Brasil, a imprensa Régia, bibliotecas, museus, universidades e elevou o Brasil à categoria de Reino Unido ao de Portugal e Algarves.

► D. Pedro I ou Pedro IV de Portugal (1798–1834), primeiro Imperador do Brasil e Rei de Portugal, nasceu em Lisboa. Veio para o Brasil, junto a corte de seu pai, D. João VI, em 1807, e aqui ficou, quando a família real regressou para Portugal. Em 07/09/1822, às margens do Ipiranga, em São Paulo, proclama a Independência. Anos antes, teve a filha que se tornou Dona Maria II, rainha de Portugal.

► D. Leopoldina (1797–1826): Carolina Josefa Leopoldina, arqueduquesa da Áustria, filha do Imperador Francisco I da Áustria e da Imperatriz Maria Tereza, nasceu em Viena. Casou com o Príncipe Real D. Pedro de Alcântara em 1817, tornando-se a primeira Imperatriz do Brasil.

► Dom Pedro II (1825-1891), segundo e último Imperador Brasileiro

Pedro II, chamado “O Magnânimo”, nasceu em 02/12/1825 (Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro) e morreu em 05/12/1891 (Paris, França). Ele foi o segundo e último Imperador do Brasil.

Quanto tinha cinco anos de idade, ele tornou-se o Imperador do Brasil de seu pai Pedro I que abdicou de seu trono em 07/04/1831 para lutar na guerra civil em Portugal. O objetivo dessa guerra foi restaurar o trono à Maria II, irmã mais velha de Pedro.

Seu nome completo era Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo, pela Graça de Deus e Aclamação Unânime do Povo, Imperador Constitutional e Defensor Pérpetuo do Brasil.

D. Pedro II foi o sétimo filho de Dom Pedro I e da arquiduquesa Dona Leopoldina de Áustria. Sucedeu seu pai, que abdicou em seu favor para retomar a coroa de Portugal, à qual renunciara em nome da filha mais velha, D. Maria da Glória.

Pelo lado paterno, era sobrinho de Miguel I de Portugal, enquanto, pelo lado materno, primo dos imperadores Napoleão III da França, Francisco José I da Áustria e Maximiliano I do México. Sendo o irmão mais novo de D. Maria da Glória, também fora tio dos reis de Portugal D. Pedro V e D. Luís I.

D. Pedro II, foi proclamado maior de idade aos 14 anos, em 23/06/1840 e coroado pelos regentes de então, Imperador do Brasil, em 18/07/1841. Aos 17 anos o governante colocou o Brasil na história da filatelia como o lançamento dos “Olhos-de-Boi”, em 1º de agosto de 1843, tornando o Brasil o primeiro país das Américas a emitir um selo postal. Aos 45 anos, em 1870, D. Pedro II já tinha a barba branca, maneira pela qual seria lembrado nos livros de história e que lhe dava a impressão de ser um sexagenário. Governou o país por quase 50 anos, até ser deposto pela Proclamação da República, em 1889.
Abaixo, 3 aspectos do Imperador D.Pedro II: Em pintura (no centro), em gravura de Modesto Brocos (lado direito) e em fotografia de autor desconhecido (lado direito)

Dom Pedro II casou-se em 04/09/1843 com a Princesa Teresa das Duas Cecílias (1822–1889), a filha mais jovem do rei Francis I das Duas Cecílias (1777– 1830), conhecida como D. Teresa Cristina, e tiveram 4 filhos:

1. Alfonso do Brasil (1874-1874)
2. Princesa Isabel ou Isabella (nesta página, mais abaixo)
3. Leopoldina do Brasil (1847-1871), quem casou com o príncipe Augusto de Saxe-Coburg- Gotha.
4. Pedro Alfonso do Brasil (1848-1850)
A Família de D.Pedro II, Imperador do Brasil - Da esquerda para à direita: Conde d'Eu (marido de Isabella), D.Pedro II, Tereza (sua esposa) e Isabella (sua filha).

Dom Pedro II foi aos Estados Unidos durante a Exposição de Filadélfia em 1876, quando Alexander Graham Bell o mostrou o telefone. Pedro II provavelmente foi o primeiro brasileiro a usar a invenção. Ele recitou a frase de Hamlet, um clássico de Shakespeare, “Ser ou não ser” (To be or not to be), e exclamou: “This thing speaks!”

Durante seu domínio, ocorreu a Abolição dos Escravos... Embora Pedro tenha sido popular em seu período, ele foi deposto em 15/11/1889 por um golpe de Estado e a família imperial foi exilada.

Ele morreu em 05/12/1891, em Paris, na França. His and his wife's remains were brought to Brazil em 1922, and were reinterred in Petrópolis, their former summer residence, em 1939. Monumento a Dom Pedro II na Catedral de Petrópolis.
Abaixo, (lado esquerdo) bloco emitido em 1991 (RHM: B-29), Sesquicentenário da Sagração e Centenário da morte de D.Pedro II. Do lado direito foto de 1888, feita por Francisco Pesce, quem tambem fotografou o Imperador.


► Princesa Isabel – Princesa Imperial Regente em 1871–1872, 1876–1877 e 1887–1888 (RHM: C-2005).

Princesa Isabel ou Isabella (Isabel Cristina Leopoldina Augusta Michaela Grabriela Gonzaga de Bragança d'Eu), quem casou com Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston, conde d'Eu, filho de Louis Charles Philippe Raphael, duque de Nemours.

Filha de D. Pedro II e de D. Teresa Cristina, a Princesa Isabel nasceu em 29/07/1846. Torna-se herdeira do trono com a morte de seu irmão mais velho. Promove festas para angariar fundos destinados à causa da libertação dos escravos. Durante sua primeira regência, assina a Lei do Ventre Livre (07/03/1871), a qual determinava a libertação dos nascidos de mães escravas. Em 13/05/1888, na ausência de seu pai, ela assina a Lei Áurea, que extingue a escravidão no país... Nota: Sua história está ligada com a história do Zoo do RJ...
A pintura (lado esquerdo da tela) é uma reprodução do livro Museu Imperial, Banco Safra (Foto: Romulo Fialdini). As fotos ao lado mostram a Princesa Isabel, já com idade mais avançada.


Museu da República – Palácio do Catete
Rua do Catete, 153 – Catete – Rio de Janeiro (RJ) – CEP: 22220-000
museu@museudarepublica.org.br – www.museudarepublica.org.br

Durante muito tempo um tesouro ficou ignorado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Num processo pioneiro na América Latina, iniciaram-se os trabalhos de restauração e recuperação das 25.000 fotos da Coleção D. Thereza Christina Maria, reunidas pelo Imperador D. Pedro II.

Tal coleção abrange vasta gama de temas de interesse no século XIX. Por isso, além de refletir a personalidade e os interesses do Imperador, espelha a realidade nacional e internacional de seu tempo.

Como se sabe, o Monarca não circunscrevia à rotina administrativa dos assuntos de Estado. Dava, ele, muita importância ao estudo, à pesquisa e à troca de colaborações com centros de cultura da Europa, favorecendo as artes e as ciências. Assim, ele deu atenção especial à fotografia, que teria suas aplicações científicas, mas sobretudo se tornaria uma nova expressão artística.

Quando D. Pedro adquiriu sua câmera, tornou-se o primeiro brasileiro e possivelmente o primeiro monarca do mundo a tirar fotos. D. Pedro II investiu muito na construção de sua biblioteca particular. Mandava comprar tudo quanto o pudesse interessar, incluindo fotografias. Utilizava para isso até os serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A maior parte desse acervo ficava em instalações especialmente construídas no último andar do Paço Imperial.

Partes de sua Biblioteca estavam ainda no Palácio da Quinta da Boa Vista e na sua residência de veraneio em Petrópolis. Nosso segundo Imperador também ganhava ou comprava fotografias em suas viagens, tanto nas que realizou pelo interior do Brasil como nas três que fez ao estrangeiro.

Encontram-se nessas fotografias, com frequência, dedicatórias ou anotações de seu próprio punho. Após o malfadado 15 de novembro o Imperador foi banido com sua família, pelo regime republicano. Chegado a Portugal, logo sua esposa faleceu. Partiu, então, para a França e encarregou um advogado de cuidar de seus interesses e bens aqui deixados.

Mas havia uma determinação do governo republicano de apropriar-se de sua Biblioteca. Além disso, alguns dos mais importantes nomes do regime eram anti-monarquistas convictos e coniventes com o roubo de obras da sua biblioteca, com a violação de sua correspondência pessoal, dificultando pois a localização e liberação dos objetos solicitados pelo Imperador.

Após tensas negociações o monarca, sempre tendo em vista o bem e a grandeza do Brasil, decidiu doar o acervo constituído por livros, publicações periódicas, mapas, partituras, desenhos, estampas, fotografias e outros documentos, à Biblioteca Nacional, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e ao Museu Nacional.

A única exigência de D. Pedro II foi que as partes doadas às duas primeiras instituições mantivessem as suas respectivas unidades sob o nome da Imperatriz, “Coleção D. Thereza Christina Maria” e que a terceira parte, doada ao Museu Nacional, recebesse o nome de sua mãe, “Coleção Imperatriz D. Leopoldina”.

Coube à Biblioteca Nacional a maior parte desse acervo particular de D. Pedro II, constituindo-se assim na maior doação de toda a sua história. Estava incluída nele a parte mais considerável de suas fotografias, hoje a maior e mais abrangente coleção de documentos fotográficos brasileiros e estrangeiros existente numa instituição pública de nosso país.

domingo, 2 de maio de 2010

Projeto de lei brasileiro propõe redução de uso de Photoshop na mídia


Uma notícia para deixar de cabelos em pé atrizes como Fernanda Young ou "modelos-e-atrizes" do BBB: está em tramitação na Câmara dos Deputados um projeto de lei que obriga imagens tratadas com Photoshop a virem com a advertência "Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada".

O projeto será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Projeto de Lei 6853/10, do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), dirige-se inicialmente apenas a imagens publicitárias, o que eliminaria, por exemplo, os "banhos de Photoshop" que revistas masculinas promovem nas fotos de suas modelos nuas.

O projeto prevê multa de R$ 50 mil para quem desobedecer a lei. Wladimir Costa, autor do projeto, é um cantor de música brega e radialista sensacionalista paraense que, durante a campanha eleitoral, subia só de cuecas em trios elétricos para chamar a atenção para sua candidatura.

Segundo ele, o objetivo da proposta é acabar com a "idealização" do corpo humano. Projetos semelhantes também já estão em discussão na França e na Inglaterra. Ambos propõem que os anúncios sejam mais realistas e as imagens sofram menos intervenções do Photoshop.

ANOS 60

No período dos anos 60, desenvolve-se um grande intercâmbio entre o trabalho de fotógrafos e artistas plásticos. Muitos fotógrafos usam técnicas manuais de manipulação de imagens, como retoques e pinturas de negativos e de cópias.
Os pintores, por sua vez, imitam a visão fotográfica (figurativa) e introduzem fotos em suas obras, por meio de colagem ou reprodução em silkscreen, como ocorre na pop art, nos trabalhos dos norte-americanos ANDY WARHOL e JAMES ROSENQUIST.
A fotografia também é bastante utilizada pela arte conceitual, como meio para a expressão de um conceito...
Com seu jornal Última Hora (1951-1971), Samuel Wainer revolucionou a moderna imprensa brasileira. “Um jornal vibrante, uma arma do povo”, como era conhecida essa publicação de cunho nitidamente popular e populista, tinha como padrinho o Presidente Getúlio Vargas e incluía, entre outros colunistas, Chacrinha, Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) e Nelson Rodrigues (“A vida como ela é”).
O acervo fotográfico do Última Hora do Rio de Janeiro, de mais de 160 mil fotos e 200 mil negativos, encontra-se hoje consultável no Arquivo do Estado (SP) e compõe uma inestimável história diária do Brasil das décadas de 50 e 60.
Em dezembro de 19.. foi lançado o primeiro livro da “Coleção Arquivo em Imagens Série Última Hora”, que mostra um panorama do conteúdo do acervo. Neste ano, ainda serão lançados volumes sobre futebol e ilustrações no UH. A dimensão desse acervo é rara dado o mau hábito que tinham certos órgãos da imprensa brasileira, até pouco tempo, de queimar seus próprios arquivos alegando, por exemplo, “falta de espaço”. (Pesquisa e produção: Silvana Jeha)
SAMUEL WAINER vê rodar a primeira edição do Última Hora (06/1951).




PAULO FRANCIS (11/1952), foto by: ERNESTO.


A foto abaixo (lado esquerdo da tela), mostra ASSIS CHATEAUBRIAND na cadeira de rodas; Carlos Lacerda é o segundo à direita (abril de 1964). Do lado direito da tela, a foto retrata o “crime da mala” – Isabel, servente assassinada e colocada em pedaços dentro de uma mala em um terreno baldio, em janeiro de 1969. Ambas as fotos são de J. Marques.





Edson Luís, o estudante morto pela Polícia Militar durante confronto com estudantes em São Paulo. Foto: SOARES E MEIRA (03/1968).

A Documentação Iconográfica do Arquivo do Estado de São Paulo possui um grande volume de documentação iconográfica ainda pouco conhecida. Em seu acervo, reúne cerca de um milhão de imagens, entre negativos, cópias fotográficas, postais, caricaturas e ilustrações.

O Setor Iconográfico define-se, estruturalmente, pelo tratamento dado à documentação não-textual. Ele é o responsável pela organização, guarda e disseminação da informação contida nesse gênero de documentos.

ARQUIVO: “ÚLTIMA HORA”

Constituído pelo arquivo fotográfico do jornal Última Hora, do Rio de Janeiro, fundado pelo jornalista Samuel Wainer. O jornal surgiu em julho de 1951 na capital carioca e em poucos anos inaugurou edições regionais em diversas cidades brasileiras. Em São Paulo, apareceu em 1952.

Última Hora é considerado um dos marcos da imprensa brasileira, pela inovação gráfica de suas páginas e o conteúdo de apelo popular. Wainer vendeu a edição carioca em 1971 para a Arca Editorial e a edição paulista para a Folha de São Paulo.

O arquivo do jornal estava sob guarda de sua filha Pinky Wainer até 1989, quando foi adquirido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e sua guarda e conservação confiadas ao Arquivo do Estado.

É composto por 170 mil cópias fotográficas, 2 mil caricaturas e 800 mil negativos, além de 246 volumes encadernados das edições paulista e carioca do jornal; 6 volumes da revista Diretrizes e 555 rolos de microfilmes do jornal, que foram depositadas na hemeroteca do Arquivo do Estado.

Conteúdo Genérico: este segmento de acervo é uma rica fonte para os mais diversos campos de estudo, compreendendo o período 1951-1971. No campo da política, permite o acesso a uma documentação bastante variada do quadro político, tanto em nível nacional quanto regional, durante os governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitchek, Jânio Quadros, João Goulart, Castelo Branco, Costa e Silva e Médici.

Para a história social, existe um farto material para pesquisas sobre comportamento, diferenças sociais, moda, hábitos e costumes, relações pessoais, papel feminino na sociedade, modo de vida nas cidades, violência e criminalidade e movimentos populares. O mesmo pode ser dito sobre a história das artes, do esporte, da literatura, da cultura popular, etc.

Formas de Acesso: as cópias fotográficas foram arranjadas conforme a organização dada pelo próprio arquivo do jornal. Existe um catálogo que permite o acesso do pesquisador aos grupos documentais que compõem este segmento do acervo. As ilustrações receberam catalogação individual e existe um catálogo onde foram aglutinadas as principais informações a respeito de seu conteúdo e produção.

Condições de acesso: as cópias fotográficas e as ilustrações podem ser consultadas na sede do Arquivo do Estado. Os negativos fotográficos encontram-se indisponíveis à consulta.

CURIOSIDADE: ÁLBUM DE RETRATOS

Álbum formado por uma série de 67 retratos pessoais, de origem desconhecida, do final do século XIX. A maior parte dessas fotos são em formato carte-de-visite, em voga na época. Permite a visualização de um quadro peculiar da época, pelas informações a respeito do vestuário, dos costumes, da concepção estética, da imagem da mulher e da criança. Para a história da fotografia, possibilita o levantamento dos principais fotógrafos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, entre os quais se destacam: F. VOTTSACK, A. RIZZO e J. CARVALHO.

Forma de acesso: a única forma de acesso é a consulta direta ao álbum.

FRANCISCO ASZMANN

Três irmãos de origem húngara têm o sobrenome mais requisitado para fotografar os casamentos dos ricos, chiques e famosos do Rio de Janeiro... Eles são a família Aszmann, que chegou ao Brasil em 1948, depois de perder tudo na II Guerra Mundial.

O pai, FRANCISCO ASZMANN, foi escritor, pintor e fotógrafo, e recebeu mais de 400 prêmios nos salões de fotoclubismo internacional. Acabou sendo o modelo inspirador para os filhos. Ao longo dos anos, o STÚDIO ASZMANN, criado em 1965 pelos irmãos FERENC, EGON e AKOS ASZMANN, utiliza com sucesso o conceito de fotografia de arte, herdado do patriarca da família – tornando-se referência para a elite carioca.

Um trabalho que rompeu divisas e leva a família Aszmann a fotografar também em Salvador, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. A carteira de clientes é seleta e recheada de gente famosa. Endereço: Travessa Angrense 14, Gr. 303 – Copacabana, Rio de Janeiro (aszmann@mandic.com.br).

“FOTOARTE” era uma revista dirigida por FRANCISCO ASZMANN (grande artista húngaro, brasileiro por opção), um dos maiores fotógrafos de sua época e um dos mais premiados no mundo!

Tirou a foto e pulou da ponte pela ribanceira de dez metros, na Hungria. A foto ficou anos esquecida, porque o boi da direita estava ligeiramente desfocado: um crime para os padrões estéticos daquela época. Mas em 1940, o conceito mudou e Aszmann pode ganhar todos o títulos com uma única foto.

Abaixo, a foto “BOIS”, uma das mais premiadas fotos do mundo publicada em 1940, de Francisco Azzmann. “Desejo fazer arte. Não só registrar fotograficamente aquilo que vejo, mas transmitir através da fotografia impressões e sentimentos vividos.”




FOTORREPORTAGEM

Nos anos de 1959/1960, houve a reforma gráfica do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), definindo novos parâmetros para a utilização da fotografia na imprensa cotidiana no Brasil...

A década de 1960 caracteriza-se pelas transformações radicais adotadas na fotografia brasileira... É o auge da fotorreportagem no país, com o surgimento das revistas Realidade (1966), Bondinho e Veja (1968 – Editora Abril) e do Jornal da Tarde (1966).

A Realidade valoriza a fotografia em um projeto gráfico ousado e monta uma equipe de profissionais que fez escola no fotojornalismo brasileiro. Vale lembrar o importante papel de MAUREEN BISILLIAT (1931-) e DAVID DREW ZINGG (1923-) que fizeram fotos informativas e de grande qualidade estética.

Também CLAUDIA ANDUJAR, GEORGE LOVE, LUIGI MAMPRIN e WALTER FIRMO são autores de grandes ensaios. Destaca-se ainda o trabalho de LUÍS HUMBERTO, que consegue realizar fotos irônicas sobre a situação do Brasil sob regime militar apesar do controle da censura.

Veja também cria uma equipe arrojada que se destaca no fotojornalismo político em pleno regime militar e é responsável pelo esforço inicial pelo reconhecimento do crédito, do direito autoral e da função específica do editor de fotografia...

Em 1962/1963, os norte-americanos EMMETT LEITH e JURIS UPATNIEKS e o soviético YURI DENISYUK desenvolvem simultaneamente a HOLOGRAFIA, fotografia em três dimensões obtida por meio da exposição de um filme ou chapa à luz de raio laser refletida em um objeto...

KYOICHI SAWADA – tornou-se conhecido como fotógrafo jornalístico que trabalhou durante a guerra do Vietnã. Morreu trabalhando... Recebeu várias distinções internacionais, tais como o primeiro prêmio da World Press Photo e o prêmio Pulitzer pela fotografia Fuga para a liberdade, uma foto tirada na década de 60, na qual pessoas conseguiram fugir a um ataque à sua aldeia nadando para se salvar, falando da realidade da Guerra do Vietname.

Em 1964, nave americana obtém fotos muito próximas da superfície lunar... pouco tempo depois... a fotografia (abaixo) foi publicada pela revista LIFE, no ano de 1969, onde podemos observar o astronauta Amstrong pisando na lua (utilizaram-se filmes Kodak e uma câmera Hasselblad).




Em 1969, ALÉCIO DE ANDRADE ingressa na prestigiosa agência francesa MAGNUM, abrindo as portas do circuito internacional do foto-jornalismo para os brasileiros (foi seguido, na década de 80, por SEBASTIÃO SALGADO e MIGUEL RIO BRANCO).

Na foto de JOSÉ ANTONIO (abaixo), aparecem em pé quatro dos cantores mais conhecidos da Jovem Guarda: Eduardo Araújo, Wanderley Cardoso, Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Sentadas, Martinha e Wanderléa.

O movimento surge nos anos 60 e faz sucesso cantando em português grandes sucessos internacionais de rock’n’roll. O principal nome é Roberto Carlos, que também apresenta o programa Jovem Guarda, na TV Record.